André Patrício
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Cédula da Ordemcheck
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Cédula da Ordemcheck
André Patrício
Há algo de profundamente libertador na verdadeira intervenção psicológica. Sempre considerei que o nosso papel, enquanto Psicólogos Clínicos, é abrir portas, não fechá-las.
Recordo-me bem das palavras sábias do meu Orientador, proferidas no seu gabinete da Faculdade de Psicologia de Lisboa: “Aumentar os graus de liberdade do paciente é o grande objectivo de um excelente Psicólogo Clínico.” Não há frase mais elegante para definir o que me move. Fico a pensar que, se todos se orientassem por este princípio, talvez houvesse menos gente a fugir do terapeuta como quem foge do dentista – ou de um vendedor de seguros.
A minha abordagem clínica é uma tapeçaria dos vários campos da Psicologia Clínica. Não sou dogmático, nem acredito em receitas prontas – junto o que cada escola tem de melhor. Ninguém merece ser tratado como um puzzle que só encaixa numa caixa. Ao longo da minha prática, fui coleccionando ferramentas, um pouco como um coleccionador de arte, mas com menos pó e sempre mais esperança. Estas ferramentas servem para intervir, ajudar e prevenir recaídas – sempre atento ao facto de que, na generalidade, há uma idade mais adequada para começar a cuidar da mente, antes que o mundo nos ensine a esconder as dores debaixo de um qualquer tapete.
Lisboa, Avenida João XXI, vinte anos de prática clínica.
O meu Consultório de eleição mantém-se, intemporalmente, aqui e é mais que um espaço físico; é um refúgio onde o desconforto psicológico pode finalmente ser nomeado, sem vergonha. Aqui, cada paciente encontra conforto – e não só aquele das almofadas fofas, mas o de saber que pode ser quem é, sem máscaras. Navegamos juntos pelas histórias de vida, descobrindo necessidades e enfrentando fantasmas, porque até os fantasmas merecem ser ouvidos (e, amiúde, rimos sempre um pouco de nós próprios; é terapêutico e fundamental).
Creio que um Psicólogo Clínico não deve ser um estranho, encontrado semanalmente sob um olhar hierárquico e distante. O ideal é ser alguém com quem se pode falar sobre tudo – até sobre aquele medo irracional de palhaços, ou de reuniões familiares peculiares. Sem julgamento, sem superficialidade. A relação terapêutica é uma dança subtil, onde só faz sentido pedir que o outro se revele se eu também estiver disposto a despir as minhas próprias armaduras. Afinal, ninguém gosta de confissões em monólogo – ainda que o silêncio tenha, por vezes, um sentido de humor bastante negro e uma finalidade terapêutica de enorme valor.
É um avanço enorme que hoje reconheçamos o valor de unir Psicologia Clínica e Psiquiatria. Juntas, estas duas ciências, tornam possível viver de modo mais adaptado – e, se me permitem a ousadia, menos dramático e doloroso. Porque, convenhamos, a experiência do que é a vida é verdadeiramente interessante. Quando não o parece, é o momento certo para falar com alguém. E, nesta colaboração, reside a verdadeira arte de cuidar: equilibrar seriedade e leveza, para que a saúde mental não seja apenas um conceito, mas uma experiência.
Recordo-me bem das palavras sábias do meu Orientador, proferidas no seu gabinete da Faculdade de Psicologia de Lisboa: “Aumentar os graus de liberdade do paciente é o grande objectivo de um excelente Psicólogo Clínico.” Não há frase mais elegante para definir o que me move. Fico a pensar que, se todos se orientassem por este princípio, talvez houvesse menos gente a fugir do terapeuta como quem foge do dentista – ou de um vendedor de seguros.
A minha abordagem clínica é uma tapeçaria dos vários campos da Psicologia Clínica. Não sou dogmático, nem acredito em receitas prontas – junto o que cada escola tem de melhor. Ninguém merece ser tratado como um puzzle que só encaixa numa caixa. Ao longo da minha prática, fui coleccionando ferramentas, um pouco como um coleccionador de arte, mas com menos pó e sempre mais esperança. Estas ferramentas servem para intervir, ajudar e prevenir recaídas – sempre atento ao facto de que, na generalidade, há uma idade mais adequada para começar a cuidar da mente, antes que o mundo nos ensine a esconder as dores debaixo de um qualquer tapete.
Lisboa, Avenida João XXI, vinte anos de prática clínica.
O meu Consultório de eleição mantém-se, intemporalmente, aqui e é mais que um espaço físico; é um refúgio onde o desconforto psicológico pode finalmente ser nomeado, sem vergonha. Aqui, cada paciente encontra conforto – e não só aquele das almofadas fofas, mas o de saber que pode ser quem é, sem máscaras. Navegamos juntos pelas histórias de vida, descobrindo necessidades e enfrentando fantasmas, porque até os fantasmas merecem ser ouvidos (e, amiúde, rimos sempre um pouco de nós próprios; é terapêutico e fundamental).
Creio que um Psicólogo Clínico não deve ser um estranho, encontrado semanalmente sob um olhar hierárquico e distante. O ideal é ser alguém com quem se pode falar sobre tudo – até sobre aquele medo irracional de palhaços, ou de reuniões familiares peculiares. Sem julgamento, sem superficialidade. A relação terapêutica é uma dança subtil, onde só faz sentido pedir que o outro se revele se eu também estiver disposto a despir as minhas próprias armaduras. Afinal, ninguém gosta de confissões em monólogo – ainda que o silêncio tenha, por vezes, um sentido de humor bastante negro e uma finalidade terapêutica de enorme valor.
É um avanço enorme que hoje reconheçamos o valor de unir Psicologia Clínica e Psiquiatria. Juntas, estas duas ciências, tornam possível viver de modo mais adaptado – e, se me permitem a ousadia, menos dramático e doloroso. Porque, convenhamos, a experiência do que é a vida é verdadeiramente interessante. Quando não o parece, é o momento certo para falar com alguém. E, nesta colaboração, reside a verdadeira arte de cuidar: equilibrar seriedade e leveza, para que a saúde mental não seja apenas um conceito, mas uma experiência.
Avaliações
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Joana Almeida
Psicoterapia

16 Sep 2021
Resposta de André Patrício6 May 2026
Querida Joana, muito obrigado pelo seu feedback :) Um grande beijinho.
Leonardo Vale
Trabalho realizado fora da plataforma
12 Oct 2020
Descobrir-me com este Dr. foi um trabalho muito interessante. Tinha uma série de fobias e acabei por chegar a lados que desconhecia totalmente que me limitavam mesmo. Tem um cão espectacular que está com ele todas as consultas. Foram dois anos muito bons. Obrigado
Resposta de André Patrício15 Oct 2020
Querido Leonardo, Foram dois anos excepcionais. Obrigado pelo seu feedback :) Um grande abraço.
Afonso Castro
Trabalho realizado fora da plataforma
12 Oct 2020
Profissional e competente.
Resposta de André Patrício15 Oct 2020
Afonso, sempre directo :) Um grande abraço.
João Gomes
Trabalho realizado fora da plataforma
12 Oct 2020
Very knowledgable and professional.
Resposta de André Patrício15 Oct 2020
Querido João, um grande abraço e obrigado :)
Joana Simões
Trabalho realizado fora da plataforma
8 Oct 2020
Excelente profissional! Ajudou-me imenso a recuperar e sinto-me uma pessoa nova. Trouxe equilíbrio e harmonia à minha vida e agora sou novamente feliz. Obrigada por tudo Dr! Joana
Resposta de André Patrício15 Oct 2020
Querida Joana, ler as suas palavras é um bálsamo. Muito obrigado. Um grande beijinho.
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Perguntas e respostas
Em que informações deve um ou uma cliente pensar acerca do projecto que quer realizar antes de falar com profissionais?
Interprete-se aqui que como "projecto" se entende a procura de aumento de graus de liberdade do paciente e como "cliente" o paciente. Deve tomar a decisão de procurar um psicólogo por si. A decisão de dar o primeiro passo tem de partir de uma vontade intrínseca de procurar ajuda, de querer melhorar a forma como lida consigo e com o exterior, a forma como se sente internamente e como desejaria sentir-se. Passa sempre pelo momento em que alguém sente que "está na altura de procurar ajuda de alguém que me possa orientar". Nem que seja para estruturar apenas pensamentos básicos que causem leves ansiedades.
Que formação e experiência tem relacionadas com a sua actividade?
Curso superior pré-Bolonha.
Pós-graduações.
Orientador da Ordem dos Psicólogos de Psicólogo Júnior.
Diversos cursos de actualização fornecidos pela OPP.
Ph.D.
Pós-graduações.
Orientador da Ordem dos Psicólogos de Psicólogo Júnior.
Diversos cursos de actualização fornecidos pela OPP.
Ph.D.
Que conselhos daria a alguém que quer contratar profissionais do seu sector? Há algo fundamental a ter em conta?
É de extrema importância que procure um profissional que esteja devidamente certificado antes de mais. O resto poderá depender do paciente em si, muitos pacientes preferem pedir recomendações, outros escolhem o psicólogo pela localização geográfica do seu consultório... O sucesso terapêutico irá sempre depender de duas coisas: a relação terapêutica entre Psicólogo e Paciente ser saudável, empática e de confiança e da capacidade de duas pessoas navegarem no mesmo sentido, o paciente e o psicólogo têm sempre de trabalhar em conjunto. Nenhum paciente se deve contentar com menos do que o seu bem-estar no espaço de consulta.
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